terça-feira, 17 de abril de 2012

DICAS E CURIOSIDADES

1. ATADURA GESSADA

Uma opção legal para quem deseja começar a fazer esculturas sem muito custo, é iniciar com ataduras gessadas. Mas ,é necessário ficar atento à qualidade da atadura, as melhores possuem maior plasticidade, secagem  rápida e maior durabilidade.

modelo Athur Preto




O acabamento fica a critério do artista, decoração a base de tinta fria com uso de pincel ou tinta spray, colagem de papel ou tecido, pedrarias e outros.



Molde das mãos

Atadura gessada e arame
 Pris Spaluto

Atadura gessada, arame e madeira
Pris Spaluto

 Máscara de atadura, um processo rápido e barato para brincar no Carnaval. O chifre do diabinho fiz com uma rolha e pintei com tinta acrílica.








Máscaras da minha querida amiga
 e aluna Má Ferreira.

Abaixo, selecionei um trabalho de Joseph Cornell para mostrar que vale a pena brincar com a imaginação. A "assemblage" pode valorizar muito mais os seus trabalhos, seja ele de atadura gessada, argila , madeira ou até mesmo papel.


Assemblage de Joseph Cornell

2. ASSEMBLAGE
O termo assemblage é incorporado às artes em 1953, cunhado por Jean Dubuffet (1901 - 1985) para fazer referência a trabalhos que, segundo ele, "vão além das colagens". As assemblages tem como princípio  a "estética da acumulação", onde todo e qualquer tipo de material pode ser incorporado à obra de arte. O trabalho artístico visa romper definitivamente  as fronteiras entre arte e vida cotidiana; ruptura já ensaiada pelo dadaísmo, sobretudo pelo ready-made de Marcel Duchamp (1887 - 1968) e pelas obras Merz (1919), de Kurt Schwitters (1887 - 1948). A idéia forte que ancora as assemblages diz respeito à concepção de que os objetos díspares reunidos na obra, ainda que produzam um novo conjunto, não perdem o  sentido original. Menos que síntese, trata-se de justaposição de elementos, em que é possível identificar cada peça no interior do conjunto mais amplo.
As Assemblages foram também realizadas no interior do chamado Novo Realismo da década de 1960, que tem como princípio a utilização de imagens triviais do imaginário da sociedade de massas e objetos de uso cotidiano (cartazes publicitários, imagens cinematográficas, fotos de revistas, plásticos, luzes néon etc.), trabalhados com base na idéia de bricolagem. Destacam-se os nomes de Arman (1928), conhecido por suas assemblages de objetos descartados (Arteriosclerose, 1961, e Acumulação de Bules Partidos, 1964) e Domenico Rotella (1918), que trabalha com cartazes publicitários rasgados (O Asfalto na Noite, 1962). No Brasil, é possível localizar procedimentos próximos ao da assemblage em alguns trabalhos de Wesley Duke Lee (1931), Nelson Leirner (1932) e Rubens Gerchman (1942 - 2008) como O Rei do Mau Gosto (1966) - com tecido, vidro, asas de borboleta e tinta acrílica - Rochelle Costi (1961) - Toalha, Vegetais Mofados e Toalha, Flores Mortas (ambos de 1997) - e Leda Catunda (1961), Jardim das Vacas (1988) e Camisetas (1989).


O polêmico Demien Hirst o senhor da Assemblage e da Taxidermia. 

Muitas de suas criações são estranhas e causam arrepios.
Mas esta, não é tão macabra. Técnica similar pode ser utilizada sobre gesso, atadura gessada e até mesmo sobre cerâmica.

"As obras de arte dividem-se em duas categorias: as de que gosto e as de que não gosto.
Não conheço outro critério." (Anton Tchechov)

 
3. RESINA DE FIBRA DE VIDRO


Mother and Child
Ron Mueck

Obra de Ron Mueck, perfeita, tocante... dá até medo de tão real!
O látex era o material mais presente na criação de textura e o mais próximo possível da pele e do corpo humano. Porém, Mueck queria algo mais duro e mais preciso, passou então, a utilizar a resina de fibra de vidro e, desde então, essa tem sido a matéria-prima que serve de base à produção de todas as suas obras. Os pelos e os cabelos são naturais, colocados um por um. Simplesmente, bárbaro!


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